Mais nada

Seus olhos são para mim como dois poços profundos que me aprisionam, mas não quero sair de lá, é bom, é tranquilo o bastante pra mim. A boca a todo momento demonstra o que o interior sente, se há necessidades à fazer, elas se contorcem e delas é possível ouvir o som que quebra qualquer barreira do ar ou do sono alheio. Se há felicidade jorrando no pequeno coração, abre-se um sorriso de orelha a orealha, com algum pequena covinha e também a total ausência de dentes. Os menbros superiores estão sempre em busca de algo novo para apertar, agarrar. Enquanto os inferiores não param de se agitar – quase que como estivesse pedalando.

Observo seus movimentos como um cientista analiza seu experimento. Meus olhos os encontram e logo mais um sorriso se abre, uma risada, duas risadas e logo todo mundo está rindo, contagiado pela pureza deste pequenininho. Tão pequeno, tão novo. Mas tenho dito que, se eu estiver com ele, não quero mais nada.

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