Amarga nostalgia

Toda vez que eu chegava na casa dele, era recebida com um abraço caloroso e com seu sorriso. Ele era o tipo de pessoa que gosta de fazer coisas com as mãos. Fazia brinquedos de madeira, cadeirinhas, consertava as coisas de casa e tinha uma coleções de botões de camisa, que ficava dentro de uma gaveta unidos por um arame. Suas feições são fortes em minha mente. Seu óculos quadrado e seu cheirinho de pessoa idosa – mas não tanto. Eu poderia dizer que gostava dele, mas não seria verdade, porque eu ainda gosto. Ele se mudou, não o vi mais. Algum motivo fez com que minha única conexão com ele se perdesse. E agora… me resta essa saudade, profunda, dolorida, ardente. Ninguém sabe, mas eu sinto muita saudade dele. E uma das coisas que eu desejaria é um abraço dele, sem necessidade nenhuma de palavras. Porque ele não está aqui? Porque não está me abraçando agora? Falando o quanto eu cresci? Me contando sobre alguma coisa? Lembro de quando ele ia para fora, no jardim fumar, sem nenhum motivo especial a não seu eu. Não queria que eu sentisse a fumaça. E eu ficava olhando pela janela, ele olhava os pássaros, falava o quanto tal flor era bonita e que uma árvore ficaria ótima naquele espaço. Dói, dói demais não saber dele, se está feliz, passando bem ou se está em um lugar melhor. Só queria um abraço dele… só um bastaria pra compensar todos esses anos. Só um.

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