Re-nostalgia

E de repente sem querer, um sentimento nostálgico tomou conta de mim. Não queria mais ficar parada na sala, queria ir em todos os aposentos, ter todas as lembranças de volta. Levantei-me. Subi as escadas que tenho certeza que não subo faz mais de um ano.  Porque?, me perguntei. Continuei andando sem me responder. E tudo parecia como eu lembrava, cada detalhe, cada cadeira fora do lugar, cada brinquedo há muito esquecido num canto empoeirado. Fui desbravando os cômodos um por um, como que procurando por um tesouro desconhecido. Então, logo vi o meu tesouro: uma coleção de bolinhas de gude, quase cem, as quais eu brincava com meu primo há uns cinco anos atrás. Não hesitei, perguntei se poderia guardar comigo e a resposta felizmente foi positiva. Analisei cada bolinha uma por uma, algumas são de vidro, outras mármore e até chumbo, meu pequeno tesouro. Vou encontrar um lugar pra elas, onde fiquem todas juntas e se possível, que eu possa vê-las. Pronto, a nostalgia de domingo já acabou.

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