Let’s Go

Carrego minhas olheiras com orgulho de um guerreiro que enfrenta batalhas diárias para que quando chegue a guerra, ele seja o vencedor. Enfrento meu dia-a-dia sem fraquejar, reclamo, sim, das pedras que vêm ao meu caminho, mas não deixo de seguir em frente. Reúno todas para que um dia as tenha em quantidade suficiente para construir meu castelo. Noites mal dormidas, cansaço e infindáveis bocejos não serão o suficiente para me parar. Corri um longo caminho até aqui, e agora chegou a parte da caminhada cuidadosa, das bifurcações e armadilhas. Mas me preparei para que nada me tirasse do caminho, e estou na minha melhor forma física para que a fadiga não me domine. Chega de complicar a simplicidade e errar coisas tolas, já passou da hora de pôr em prática tudo o que foi aprendido. E lá vamos nós para a esperada linha de chegada.

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Here we go again

É mais do que o simples arranjo de palavras para obter algum sentido. É dedicação e empenho. Requer atenção e principalmente criatividade, pelo menos um pouquinho. Talvez não seja tarefa para um qualquer, mas com força de vontade, torna-se possível para qualquer um. Foram muitas ideias, a maioria sem sentido. Houveram também diversos pedidos de ajuda, qualquer coisa bastava. Muitos banhos tomados para que no meio do vapor surgisse algo mirabolante e que depois eu conseguisse expôr da melhor maneira possível. Mês vai, mês vem, tempo sobra, tempo falta. E no  meio das lacunas nas horas eu consigo produzir algo. Confesso que utilizo a técnica de observação, saber o que as pessoas fazem, pensam e sentem. Relacionar meu eu com o eu do outro, abordar assuntos polêmicos ou simbólicos e desta maneira conseguir passar a ideia para o alguém do outro lado da tela. Amadureci a mente e as palavras, aprendi lições e me conheci melhor.

Obrigada por estarem comigo, seja desde o começo, do meio ou de pouco tempo atrás. Não chegaria onde cheguei sem vocês, obrigada leitores, amigos e todos que me apoiaram ou que contribuiram para que o blog fosse ficando cada dia mais bonito. E à todos nós, feliz dois anos de blog!

 

Especial

Muitos estudos em pouquíssimo tempo, mas ainda achei tempo para lembrar dessa data tão significativa. Feliz dia Internacional da Mulher, seja você jovem, velha, mãe, filha, vó ou irmã. Que todas nós mulheres tenhamos forças para enfrentar essa dor de cabeça do dia a dia ao mesmo tempo que uma cólica nos dobra por dentro enquanto equilibramos num belíssimo salto alto. Para quem passa, quem passará e quem passou por isso. Um grande abraço para todas vocês :D.

1.7

É, o tempo passa não é? Lembro quando completei 10 anos como se fosse ontem. Dias antes eu tinha mudado de casa, então era meu primeiro aniversário na casa nova. Lá estavam meus pais, meu vô (paterno) e minha vó (materna), todo mundo lá cantando parabéns e aquela coisa toda. Hoje estou completando 17 anos e me vejo na compania dos meus pais, meu irmãozinho, minha vó e – quem queria estar aqui mas mesmo assim é como se tivesse – meu namorado. É engraçado quando olha-se pra trás. Tantos choros bobos, tantas risadas sem motivo, tanto problema que hoje nem é mais nada. Como será daqui a 7 anos? Estarei casada? Terei terminado a facudade e trabalhando ou fazendo pós-graduação? E meus pais como estarão? Meu irmãozinho já vai estar falando, correndo, na primeira ou segunda série, aprendendo a escrever… Tanta mudança em poucos anos não é verdade? O que importa é viver, com muita saúde, amor, sucesso e tudo o que já desejaram pra mim no dia de hoje. Já fiz meu desejo, agora só falta soprar as velinhas :D.

Obrigada por tudo meus leitores

De quem está um pouco mais velha e com a mesma altura de sempre, Amanda Perrone.

Fim

Amanhã, pois é. Começam minhas aulas, começam mais um ano letivo. O último. Me questiono o porquê de sempre quando estamos no final de algo parece que tudo passou rápido demais, sem pausas.

E agora veio mais um fim, mas não apenas de um dia, um ano ou uma viagem, é o fim de uma fase que durou doze anos de minha vida. Várias pessoas passaram pela minha vida, pessoas boas, ruins, passageiras ou eternas. Aprendi muito mas cheguei a ensinar também. Dei meus tropeços mas aprendi a andar firme.

Encarei também a dura realidade, de cara, sem rodeios: não verei nem metade das pessoas depois. Não tem como escapar disso, ou alguém ainda acha que todos vão estudar no mesmo lugar, com as mesmas profissões? Ou mesmo morar na mesma cidade, muitos com o tempo vão se mudar. Provavelmente, por conta de redes sociais, nós ainda iremos conversar. Quem sabe aconteça algo, reunião de ex-alunos ou algo parecido. Não que todos nunca mais queiram se ver, mas vai ser mais difícil. Espero que ainda haja contato com pelo menos minhas amizades mais íntimas.

Vamos encarar a realidade, mas quem disse também que não podemos nos esforçar pra mudá-la?

Hello

Sempre o mundo corrido, pessoas com pouco tempo e muito sono. Adultos trabalhando, crianças sendo arrumadas para a escola e adolescentes iguais a zumbis desacordados. Rotina de segunda a sexta.

Meu dia começa comigo acordando, ai vem higiene, uniforme, algum acessório, esperar van chegar e me levar. Pelo caminho ouvindo música, mando mensagem pro meu amor enquanto crianças gritam no fundo, nem escuto muito, minha música felizmente não deixa. Chego na escola, comprimento colegas e enxo o saco dos meus melhores amigos. Tudo todo dia, mas diferente em cada ato. Aula, aula, aula, intervalo, mais aulas e fim. Alguns dias com aula a tarde, outros inglês ou alguma coisa. Sempre tem algo pra fazer. Minha rotina, quase sempre a mesma, porém com alguns pequenos detalhes a mais ou a menos. Digamos que minha rotina não é igual. Estranha essa frase, mas enfim.

Amigos, namorado, pai, mãe, irmão. Todos fazem parte do meu dia, uns mais outros menos, mas todos contribuem para que cada um seja melhor que o outro, de um modo especial. Obrigada a todos, por todo dia, com seu olá, me fazerem começar o dia bem mais contente e feliz. 😀

É

Boa noite 😀

Sexta-feira fui na UPA – Universidade de Portas Abertas, Unicamp, – uma das opções de facudade que cogito para meu futuro. Lá é como uma cidade pequena do interior, só que no lugar de casas há escola de diferentes áreas. Indo lá, me localizei no tempo: estou do fim de um segundo ano do Ensino Médio e logo entrarei no último ano da escola. Caraca, depois de tanto tempo querendo que termine, agora fico meio hesitante. Como será sair do lugar onde já me acostumei ficar? Acordando 6hs da manhã todo dia, estudando para as provas, rindo das piadas das mesmas pessoas. Hoje entendo como a Lettie se sente. Ano que vem, dar adeus a tantas pessoas e algumas talvez nunca mais veja. Algumas terei contato pela internet, mas terá tempo? Não sei, não faço a mínima ideia quanto a isso, então vou esperar né. Ir me preparando para o que vem depois da escola e com uma certa tristeza por dar tchau a tantas pessoas que fazem parte da minha rotina escolar.

Mal estar

Hoje acordei e me senti mal. Todo dia, assisto ao jornal e vejo inúmeras reportagens sobre o terrível incidente acontecido em Realengo. E toda vez que vejo, me sinto pior. A escola agora não me parece mais segura, ex-alunos não me parecem mais simples indivíduos querendo rever a sua antiga escola, homens e mulheres desconhecidos na rua me trazem um sentimento de medo, tal que me faz abraçar mais forte minhas coisas quando ando por aí.
Onde, me diga para onde meu Deus, para onde caminha a humanidade? O que antes era caso só de escolas do exterior, agora aconteceu em um município no Rio de Janeiro. O que antes era ficção em filmes está virando uma realidade cruel, na qual poucos estão sobrevivendo. Agora eu me pergunto meu Deus, como me sentirei segura? E quando tiver na idade adulta, e querer ter filhos, como terei certeza que poderei encontrá-los vivos na hora da saída? Nada mais faz sentido, nada mais é correto. Uma menina, temendo pela vida da melhor amiga, se pôs a frente desta, que sobreviveu vendo o gesto extraordinário da amiga salvar sua vida, porém o preço foi alto. Uma vida paga por outra vida. Seguro era, quando a única moeda que usávamos para pagar as coisas era o real.

Ontem

Sempre falo sobre meu futuro. Gosto de planejar, sonhar, imaginar… enfim, voar para bem longe quando penso sobre a dúvida de como será o “daqui pra frente”. Isso de tentar prever o futuro, como serão meus filhos, como será meu marido, onde nascerão sardas e se vou ser arquiteta ou engenheira. Mas páro e procuro pensar sobre o meu passado tanbém, ver no que eu errei, ou o que eu podia ter evitado e até as lições que aprendi.

Com o tempo, a gente muda, muda pra melhor, ou não. Eu fui um exemplo das pessoas que mudaram pra melhor, mas em alguns aspectos sei que piorei.Minha timidez já não é um problema, minhas palavras já não saem mais descontrolavelmente da minha boca e meus amigos de hoje foram conquistados por eu ser quem eu sou por dentro, e não quem eu quis um dia ser. Minha dedicação escolar decaiu, embora agora eu esteja mais atenciosa com algumas coisas, afinal, eu penso muito no meu futuro (sim, eu não consegui não mencioná-lo). Algumas amizades enfraquecerem, umas aos poucos e as outras quase que de repente. Pessoas foram deixadas de lado, pessoas que percebi que não eram dignas de amizade, de segredos e conselhos. Costumes familiares acabaram, a família se distanciou, os bons continuam juntos.

Mas posso me assegurar, com toda a minha certeza, que se eu renascesse, faria tudo de novo.

I’m your little girl, I promise

Não fica assim, não é motivo para você se culpar ou lamentar. Uma hora ou outra isso ia acontecer, não tem outra alternativa. Agora é o começo do que você estava adiando faz algum tempo. Não te pedirei mais aqueles sapatinhos fofos da Barbie. Nem pedirei dinheiro para comprar uma boneca. Faz tempo isso e a cada vez mais vem mudando. Sapatinhos boneca estão virando salto alto. Barbies viram bolsas. Dinheiro para doce agora é gasto em um shopping ou em saídas agora noturnas. E aos poucos isso tudo vai chegar a um ponto que estarei irreconhecível para você, a pessoa que me viu fazer estripulias só para fugir do banho. Agora ela já é uma garota se transformando em mulher. Cada vez mais você ouve pedidos para deixar eu sair com as amigas. E você deixa, contrariada, se pudesse me prender, eu ficaria ao seu lado o tempo todo, para que nenhum “garotinho” chegue perto de mim. Haha, tão fofa… Eu posso crescer, eu posso mudar meu estilo, aumentar minha altura com sapatos, começar a andar com bolsas coloridas e brincos grandes, mas lembre-se uma coisa: Eu sempre vou ser a sua garotinha, a garotinha que ia pedir pra mamãe ir pegar suas bonecas encima do guarda-roupa. A única diferença é que hoje eu peço para mamãe ir comprar roupas comigo, mas ainda sou a garotinha.